VINHEDO: Ex prefeito Jaime fala da crise do ‘vice PC’ e conta como é ser um ‘vice de verdade’

VINHEDO está vivenciando uma crise de identidade do vice prefeito Edson PC (MDB), que ainda não se acostumou com o ‘cargo de mera expectativa’, e em menos de três meses também não se adequou à função de secretário de Esportes, sendo exonerado esta semana. Também deixa claro, que sonha em ser prefeito, porém, está há pouco tempo numa nova Administração, que ajudou à formar junto ao prefeito Dr Dario Pacheco (PTB), agora, seu novo alvo de críticas. Ainda incorporado como vereador, que ‘já o foi’, PC pode repetir uma triste batalha que ocorreu nos bastidores da Prefeitura de VINHEDO, há 15 anos, entre o então vice Marquinhos Ferraz e o prefeito Kalu Donato, e que prejudicou muito o desenvolvimento da cidade, na época.

Observando esta temática, a equipe de Redação FOLHANOTICIAS procurou o ex prefeito Jaime Cruz (PSDB), que, além de ter sido vereador e secretário, esteve no cargo vice prefeito de Milton Serafim por duas gestões. Jaime concordou em falar sobre como foi ser ‘vice’, já que também é um desafeto de PC, que na época como vereador, foi um dos principais opositores do governo, atacando o ex prefeito, diariamente com lives e denúncias. Como disse Jaime, no início da entrevista, há tempo para tudo, principalmente na política, “onde todos tem que lutar pelos seus objetivos, mas sem furar a fila, esperando com respeito, o seu momento, a sua vez”.

1) FOLHANOTICIAS (FN) – Ex prefeito Jaime Cruz (JC), por quanto tempo esteve como vereador, secretário, vice-prefeito e depois prefeito?

JC – Fui eleito por três vezes ao cargo de vereador, sendo Presidente da Câmara no biênio 2005/2006. Fui secretário de Habitação de 1997 a 2004, secretário de Educação de 2009 a 2013, fui eleito duas vezes para o cargo de vice-prefeito, assumi o cargo de Prefeito em 2014 e fui eleito para Prefeito de 2017 a 2020.

2) FN – Com sua experiência, o que significou cada função em sua vida?

JC – Sempre fui comprometido com as funções que ocupei. Como vereador fui atuante em defesa dos direitos da população, as críticas sempre foram propositivas; como secretário de habitação fizemos apartamento e loteamento de interesse social, na Educação que ficamos por cinco anos na condução, realizamos inúmeras melhorias tanto na parte física como na parte humana e pedagógica. Nunca misturei os papéis de cada função, ou você assume e realiza ou você paralisa todo o projeto de cidade.

3) FN – Existe uma diferença entre ser vice numa campanha, e depois da vitória, vice de fato. Qual sua visão sobre isso?

JC – Sempre acreditei que é necessário uma sintonia de ideias para uma composição de Prefeito e Vice. Você tem concordância no projeto maior para a cidade e numa campanha se faz necessário convencer a população que o seu plano é o melhor para a vida do povo, porém é necessário ter clareza no papel de cada agente político, não pode existir dois prefeitos ou dois vices. O vice-prefeito auxilia o prefeito numa campanha e é claro com esse mesmo objetivo deve ser num eventual governo.

4) FN – Deixando de lado a explicação no dicionário do significado de vice, como cargo de expectativa, o que é ser um vice, verdadeiramente, quando esteve ao lado de Milton Serafim?

JC – Fui eleito duas vezes para vice-prefeito de um grande e competente líder político- administrativo que é o Milton Serafim, a experiência de gestão foi espetacular, nunca tivemos problemas de relacionamentos políticos-ideológicos, o Milton me confiou a missão de, além de vice, trabalhar no comando de uma grande e importante secretaria que é a Educação. Sempre fui prudente na hierarquia, eu era Secretário de Educação, quando o Prefeito Milton tinha compromissos e não podia estar presente em algum evento eu era escalado para representá-lo, quando o mesmo se licenciava por 15 dias eu assumia o comando da Prefeitura (isso foi por várias vezes) porém após compromisso realizado eu “voltava” a desempenhar o cargo de Secretário Municipal.

5) FN – Houve momentos de tensão, ou de ruptura, entre o senhor e Serafim?

JC – Diferenças sempre teremos em qualquer relação, porém, nos momentos de grandes tensões no governo era o período que mais nos uniamos para soluções. Nunca houve sequer um pensamento de ruptura, pois a população confiou na dupla para o governo.

6) FN – O senhor foi sistematicamente perseguido por Edson PC, na época em que era prefeito e ele vereador. Qual sua opinião sobre o que vem ocorrendo com o vice Edson PC?

JC – É até chato falar sobre isso! Nunca fiz o papel de vítima e olha que minha imagem foi atacada diariamente pelo ex-vereador, de humilhações à grandes denúncias infundadas, diariamente eu era exposto nas redes sociais; o estrago na imagem do agente político que eu era foi irreparável. Acredito que poucos políticos suportariam passar por aqueles momentos, o próprio ex-vereador com certeza não teria e não tem estrutura para administrar psicologicamente os momentos que enfrentei.

7) FN – Ex prefeito Jaime, o senhor perdoaria PC por tudo que causou em sua Administração e na vida das pessoas que conviveu?

JC – Só Deus, o grande Juiz é que julga as pessoas, o que ocorreu é que o ex-vereador e atual vice-prefeito apontava, julgava e ao mesmo tempo condenava as pessoas perante a opinião pública, essa situação foi e é muito confortável e até fácil para quem não tem a responsabilidade com a vida do próximo, pois atrás de cada pessoa existe uma história de vida, familiares e amigos. Nós devemos sempre perdoar e orar pelos adversários, contudo penso que não devemos esquecer certas injustiças cometidas. 

8) FN – Tem algum conselho para dar ao atual vice?

JC – Falaria que “estou colhendo hoje o que plantei ontem”.

9) FN – Chegou a falar com o prefeito Dr Dario sobre como lidar com PC, já que esteve sob ataque dele, dia a dia, nos últimos quatro anos?

JC – Quem sou eu para aconselhar (risos), acredito que uma liderança política do município já conhece o perfil de outra liderança. Penso que a anunciada ruptura do prefeito e o vice não é saudável para o município, se isso permanecer o perfil do vice nos mostra que o mesmo voltará a desempenhar o seu inconsequente papel de só atirar pedras e só apontar as falhas dos outros, porém não podemos esquecer que parte da população confiou a ele essa oportunidade para que junto com o prefeito pudesse discutir e apresentar soluções para os problemas diários da população. A dinâmica de uma gestão municipal não admite amadores e muito menos inconsequentes que pensam que governar é só colher flores, tem os espinhos. Deus Abençoe VINHEDO

(Da Redação FOLHANOTICIAS)

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