VINHEDO: Prefeitura frustra estudantes e impasse sobre transporte universitário continua

Não adiantou muito a boa vontade dos vereadores que se posicionaram todos a favor da reivindicação dos estudantes universitários de VINHEDO que estão na iminência de ficar sem o transporte universitário. Isso porque a Prefeitura Municipal de VINHEDO insiste em que não tem recursos para bancar um direito consolidado da população do município.

SEM SOLUÇÃO
Ontem, terça-feira, os vereadores de VINHEDO estiveram reunidos com o prefeito Jaime Cruz, em seu gabinete, debatendo sobre a necessidade de se encontrar uma solução para o caso do transporte universitário, de modo que os estudantes não sejam prejudicados.

CONTRATO NÃO FOI RENOVADO
Após três horas de reunião com o prefeito, os vereadores se reuniram com os estudantes, que lotaram a Câmara Municipal de VINHEDO, para informar que a Prefeitura não apresentou uma resposta concreta para resolver o impasse, já que o contrato com a empresa do serviço foi encerrado e, ao contrário dos outros anos, não foi renovado, pelo menos emergencialmente, por três meses, tempo suficiente para se buscar uma solução efetiva.

Durante a reunião com o prefeito, o secretário da Fazenda, Jose Luis Bernegossi, explicou que em 2016, a dotação inicial para transporte universitário era de R$ 2,5 milhões, porém, na prática, os gastos chegaram a R$ 4,1 milhões. Desse total, R$ 1,5 milhão não chegou a ser pago por falta de recursos. Para este ano, a dotação para esta finalidade é de R$ 2,6 milhões, mas com os restos a pagar, resta apenas R$ 1 milhão.

RECADASTRAMENTO
De todo modo, a Prefeitura de VINHEDO solicita que os estudantes façam o recadastramento para se ter uma noção do real número de usuários de transporte universitário. Segundo a própria Prefeitura, seriam cerca de dois mil estudantes, mas pode chegar até cinco mil, ou mesmo não passar de oitocentos, de modo que só o recadastramento, que está marcado para o período de 19 a 31 de janeiro no SIM poderá chegar a um número próximo da realidade.

“Enfrentamos uma situação econômica difícil no Brasil. Nos últimos 3 anos, considerando a inflação do período, a Prefeitura deixou de arrecadar R$ 162,3 milhões, sendo R$ 66,5 milhões somente no ano passado com ICMS. Este recadastramento é para que possamos estabelecer um novo formato. Não será mais fretamento, teremos um outro cenário que vamos apresentar para que possamos atender aos que mais precisam”, explicou o prefeito Jaime Cruz.

SEM FISCALIZAÇÃO
A Prefeitura entende que com o recadastramento a administração municipal vai poder ter uma noção mais exata de quanto terá de gastar com o transporte dos universitários, já que os próprios estudantes denunciaram uma série de distorções cometidas por absoluta falta de fiscalização, a exemplo de pessoas que tomam o ônibus para ir à igreja, ou para fazer compras, não há mais a exigência da carteirinha de estudante, ônibus circulam vazios para o mesmo itinerário de outros que viajam , e sendo pagos por viajar ‘batendo lata’ (vazios).

VERBA DA CÂMARA
Da parte dos vereadores, que se mostraram em apoio total à manutenção do direito do estudante universitário de ter garantido o seu transporte, já que na cidade não existe faculdade que ofereça o curso que estuda, foi acenada a proposta de a Câmara Municipal entrar com uma verba própria para ajudar a Prefeitura a pagar o fretamento do transporte dos universitários.

LIMINAR NO MP
Mas, diante da dificuldade de se chegar a um bom termo com relação ao problema, os estudantes decidiram na hora passar um abaixo assinado com todos os presentes para dar entrada hoje, quarta-feira, às 16h, no Ministério Público, de uma Ação Liminar pedindo que a Prefeitura mantenha o transporte dos estudantes até que se chegue a uma solução definitiva. Também foi tirada uma comissão de quinze alunos para acompanhar o presidente da Câmara, vereador Nil Ramos (PSDB) em um encontro com o prefeito Jaime Cruz (PSDB), para que ele possa responder pessoalmente aos questionamentos dos estudantes.

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