VINHEDO: Projeto que corta cadeiras na Câmara será votado na segunda

O projeto de decreto legislativo que prevê a redução das 13 cadeiras hoje definidas para a legislatura da Câmara Municipal de VINHEDO de 2017, já resultado da aprovação do corte de 15 para 13 vereadores em fevereiro de 2014, para 11, será votado nesta segunda-feira, 28, durante a 114ª Sessão da 16ª Legislatura da Câmara vinhedense. O autor do projeto, Nil Ramos (PROS), que contava com a subscrição de mais quatro vereadores: Hamilton Port (PROS), Edu Gelmi (PMDB), Paulinho Palmeiras (PSB) e Ana Genezini (PTB), perdeu o apoio de Port, que pediu a retirada de seu nome do projeto, sob o argumento de que a instabilidade provocada pela reforma eleitoral inconclusa prejudicaria o julgamento da iniciativa. “Eu entendo o Port. Ele é amigo de Rodrigo Paixão e teme prejudicá-lo de alguma forma, pois a indefinição sobre a possibilidade de fazer ou não coligações nas próximas eleições deixa a situação dos políticos muito fragilizada”, explicou Nil Ramos.
Apesar disso, a expectativa do parlamentar em relação ao resultado da votação é positiva. “O projeto tem chances sim. Três pares não se manifestaram ainda a respeito: Rubens Nunes, Hamilton Port (PROS) e o Alexandre Viola (PPS). Contra, declarados, temos Marta Leão, Valdir Barreto (PSOL), Rodrigo Paixão (PSOL), Bacural (PTB), Júnior Choca (SDD) e Dario Pacheco (PSDB). Ainda estou na luta pelo projeto”, garantiu o vereador, ontem, sexta-feira, 25.
CENÁRIO EXIGE MEDIDAS
Entre os que apoiam a proposta estão Paulinho Palmeiras (PSB), Edu Gelmi (PMDB) e Ana Genezini (PTB). Aliás, Edu Gelmi, que obteve aprovação no seu projeto de redução de 15 para 13 cadeiras em 2014, assinou o seu projeto junto com Nil Ramos na época, e defendeu as mesmas justificativas econômicas que Nil agora cita para a votação do novo projeto para suprimir mais duas cadeiras. “Estamos vendo a atual crise econômica, que vai ainda se acentuar, observando também a queda na arrecadação do município e estamos nos antecipando para também, no plano de contingenciamento nacional, propor essa diminuição de cadeiras, que irá se reverter em uma economia considerável de forma geral”, afirma o parlamentar. Ele lembra ainda que a já aprovada redução de 15 para 13 cadeiras em 2014 foi uma boa proposta, mas que o cenário econômico era outro. “Agora a situação é diferente e ainda mais séria”.
ECONOMIA É O PILAR
Segundo Nil, a economia se refletirá não apenas nos salários de dois vereadores, mas também em toda a infraestrutura por trás disso, como salários de assessores, combustível, carros, material, telefone, água, luz, entre outros. “A oposição com certeza será contra, uma vez que já votou desfavoravelmente ao outro projeto de redução assinado por Gelmi e por mim. Estou buscando conciliação com quem é possível”, explica o vereador.
‘VINHEDO É POLITIZADA’
Para o parlamentar, VINHEDO é cidade diferenciada por ser politizada e isso justifica a redução. “Onze é um número que considero ideal. Já fiz a justificativa do projeto, em que consta como principal pilar o fato da sociedade vinhedense ser politizada e saber onde reclamar e como exigir os seus direitos. A economia neste momento é muito importante, acredito. Também não é preciso fazer comparativos com outras cidades, uma vez que o Artigo 29, da Lei Orgânica, estabelece um limite máximo de cadeiras, conclui.

















