VINHEDO: Rodrigo Paixão e Bacural são denunciados por invasão a escola pública desativada

A Polícia Civil deverá abrir uma investigação para apurar a denúncia de que os vereadores Rodrigo Paixão (Rede) e Aparecido ‘Bacural’ (PTB) teriam invadido a escola municipal que está desativada dentro do Condomínio São Joaquim, em VINHEDO, no último dia 21 de janeiro. O boletim de ocorrência foi registrado no dia seguinte, 22, pelo diretor de Secretaria Municipal de Educação, Geraldo Cangussu Alves Júnior, que compareceu à delegacia, declarando que tem a posse e é responsável pela chave da unidade escolar, que está inativa, e que, no dia dos fatos, ao visualizar o Facebook, viu um post, no qual os vereadores mencionados estavam dentro das instalações da unidade escolar, demonstrando assim que os mesmos entraram sem o seu consentimento e autorização, portanto, invadindo o local.
O imbróglio todo começou quando os parlamentares foram à antiga escola para averiguar uma denúncia de que vários equipamentos e materiais estavam ‘abandonados’ no local, se deteriorando. A visita foi realizada e filmada, sendo o vídeo em seguida publicada na rede social. No post, Paixão acusou a Prefeitura de descaso com o dinheiro público e que o local estava propício inclusive para ser um criadouro de mosquito Aedes aegypti.
A escola foi desativada em dezembro de 2012, por conta da baixa demanda de alunos na época e o alto custo de transporte, já que a unidade fica em uma região afastada do Centro e dentro de um condomínio. O espaço é usado pela Administração Municipal como depósito da Secretaria de Educação e segundo a assessoria da Prefeitura, os vereadores invadiram o local, sem prévio aviso, e sem consultar os responsáveis para obter mais informações sobre o motivo dos equipamentos estarem naquele local.
PREFEITURA FAZ ESCLARECIMENTO SOBRE O CASO
Em nota, a Prefeitura esclarece que o “fato desta escola estar desativada não significa que a Prefeitura tenha demanda não atendida na área educacional. Pelo contrário. No mês de janeiro, a Administração vinhedense alcançou a marca de 100% de atendimento à demanda de vagas em creche, ou seja, zerou a lista de espera por vagas. Ainda, tanto no fundamental I como II, não há crianças aguardando vagas nas 33 unidades escolares da cidade – 19 de educação infantil e 14 do fundamental”.
A assessoria afirma ainda que o espaço que está sendo utilizado, de forma temporária, como depósito de materiais para serem disponibilizados para reciclagem, outros que serão leiloados por não estar mais em condições de serem utilizados, outros para doação e, ainda, uma pequena quantidade de novos que estão sendo remanejados para as unidades escolares, com o objetivo de atender os novos alunos. Os poucos equipamentos sem uso do local estão dentro de salas e, portanto, seguros de chuva, sol e outras situações que possam danificá-los.
Como não houve arrombamento de cadeado, a Prefeitura investiga como os vereadores conseguiram acesso ao local, já que o mesmo fica todo o tempo trancado para evitar a presença de pessoas não autorizadas e ainda porque equipamentos e materiais que aparecem no vídeo estavam do lado de fora, uma vez que as salas também ficam fechadas.
A nota ressalta ainda que “a presença dos vereadores sempre é bem-vinda e faz parte do trabalho de fiscalização do Legislativo. Entretanto, vamos pedir a colaboração dos edis Rodrigo Paixão e Bacural para que nos auxiliem nesta nossa ação de identificar como o espaço estava aberto, já que, ratificamos, ele permanece fechado por questão de segurança”.
PAIXÃO JUSTIFICA AÇÃO
Rodrigo Paixão, durante a sessão na Câmara, realizada na última segunda, 1º, afirmou que voltou novamente ao colégio do Condomínio, em companhia de Bacural, e que observou já algumas mudanças no local. ‘Limparam e capinaram um pouco, mas os equipamentos e mobiliário estão ainda lá, empilhados. Coisas desmazeladas, jogadas, sujas, abandonadas. Os moradores nos ligaram e fomos de surpresa sim, porque se não fosse dessa maneira, não teria sentido. É preciso que a municipalidade reaproveite todo aquele material”, afirmou Paixão. Questionado sobre o registro do BO, o vereador disse que não sabia nada sobre isso e que não daria nenhuma declaração sobre a denúncia de invasão.
Dois dias depois, escreveu texto no seu blog, que havia tido ciência do BO e que a intenção da Prefeitura era de intimidação. “Não nos intimidaremos com mais esta tentativa da Prefeitura de tentar abafar a denúncia de descaso com o dinheiro público e esperamos que sejam tomadas providências para que o dinheiro público não vire sucata”, escreveu o parlamentar na rede social.

















