VINHEDO: Rotary homenageia vitivinicultores vinhedenses

VAL_Rotary_Crédito Divulgação

VINHEDO deve seu nome à sua origem com a plantação de uvas de mesa e produção de vinhos artesanais, iniciada pelos imigrantes italianos, desde as décadas de 1920 e 1930 – quando ainda se chamava Distrito de Paz de Rocinha – até mais acentuadamente nas décadas seguintes. Chegou a ter mais de seis milhões de pés de uva plantados e hoje não deve passar de 200 a 300 mil pés. As uvas produzidas na época eram a Niágara branca e rosada. Vários fatores – como a dificuldade para a sobrevivência agrícola, o crescimento industrial, incluindo a exploração imobiliária – ocasionaram o declínio deste negócio. Hoje, alguns vinhedenses ainda resistem em manter esta tradição, agora com mais tecnologia. É o caso do Adilson Amatto e do Antônio José Benvegnú, conhecido como “Zé da Pinta”. Em parceria, colheram uma inédita safra de inverno da uva Merlot, única no Estado de São Paulo. Este tipo de colheita só é possível porque Vinhedo tem clima e solo favoráveis (o “terroir”), que permitem duas podas anuais, a tradicional nos meses de janeiro e fevereiro e esta em julho e agosto. A uva Merlot deve proporcionar um vinho de melhor qualidade, que, no caso desta parceria, receberá o nome de Lavoro, e não o nome das famílias produtoras, como era mais comum.

Por conta desta valiosa iniciativa, o “Zé da Pinta e o Adilson (que possui títulos de sommelier obtidos no exterior) foram homenageados pelo Rotary Vinhedo num jantar ocorrido no Plazza Hotel, em 25 de agosto. A cerimônia foi precedida pela apresentação de um curto documentário produzido por Antonio Brandi e José Antonio Zechin, com filmagens e fotos feitas no sítio e na adega, reunindo ainda algumas informações históricas.

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