VINHEDO: Sanebavi adota diplomacia enquanto espera ações regionais para despoluir o Rio Capivari

VDO-LOU_Entroncamento rio capivari_cred reprodução video Marcos Ferraz

A direção da autarquia Saneamento Básico VINHEDO (Sanebavi) optou pelo tom diplomático ao comentar o andamento das discussões entre os municípios da região sobre as ações que devem ser tomadas para garantir que uma água de melhor qualidade, proveniente do rio Capivari, para abastecer os vinhedenses.

Questionada sobre as negociações que envolvem órgãos da Justiça e municípios vizinhos, a Sanebavi, em nota, comentou que “Ministério Público, Cetesb, DAEE e outros órgãos estaduais e federais, além das cidades envolvidas (Jundiaí, LOUVEIRA, VINHEDO e Campinas) estão empenhados em antecipar qualquer prazo que já foi divulgado com relação a tratamento e despejo de esgoto no Rio Capivari”.

Ainda segundo a mesma nota, a Sanebavi informa que “o promotor dr. Rodrigo Sanches, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), vem trabalhando junto com essas cidades com o objetivo de diminuir os prazos para a conclusão das melhorias.” De acordo com a Sanebavi, o Ministério Público tem “importante papel no processo, pois desobstrui de maneira legal qualquer interferência burocrática, relativa a licenças, autorizações e outros documentos.”

A qualidade da água que chega a VINHEDO é questão que aflige a população há tempos, e que tornou a ganhar destaque em junho, a partir de um vídeo publicado em página do Facebook que mostrava duas situações divergentes: no mesmo ponto (na região da Capela) o Rio Capivari chega com água turva, poluída, suja e com dejetos, em decorrência do lançamento do esgoto in natura. Enquanto isso, o córrego da Capela é mostrado com água límpida.

A situação foi motivo de inúmeras reuniões entre autoridades dos municípios vizinhos. Sem uma solução em curto prazo, as autoridades regionais levaram o caso até o Ministério Público e o Gaema foi acionado. Antes disso, a Prefeitura de LOUVEIRA havia inaugurado (pela segunda vez desde que foi construída) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município, após vários Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) pactuados ao longo de anos com o MP, mas não cumpridos.

Uma das pendências é que o prefeito Júnior Finamore, no dia da cerimônia de inauguração da ETE, afirmou que “ainda faltava a parte mais difícil”, se referindo à necessidade de o município investir na construção de cerca de 20 quilômetros de interceptores de esgoto – rede que não existe e, portanto, não há coleta dos dejetos dos bairros da região central nem do Santo Antônio.

Sem realizar a coleta do esgoto total da cidade e, portanto, sem conseguir tratar 100% dos dejetos gerados pelos louveirenses, a Prefeitura louveirense anunciou uma medida paliativa: informou que, enquanto LOUVEIRA não tratar 100% de esgoto, passaria a lançar os dejetos num trecho do rio Capivari que fica depois dos limites de VINHEDO.

Vinhedo em compasso de espera

Sem querer entrar em rota de colisão, a nota da Sanebavi segue esclarecendo que confia em que o prazo de cinco anos (estipulado pelo secretário de Água e Esgoto, Sinésio Scarabello Filho, para que as ligações de rede de esgoto sejam construídas em LOUVEIRA) possa diminuir “Reuniões do grupo de trabalho do Gaema mostram que há probabilidade deste trabalho ser realizado em tempo menor” e comenta que a expectativa é otimista, em relação à captação e tratamento de água para VINHEDO. “Temos vários projetos em estudos e outros em andamento para buscarmos atingir nossa capacidade da outorga em relação à captação. Quanto ao tratamento, em breve entrará em funcionamento a maior estação de tratamento de Água de VINHEDO, a ETA 3 Capivari, com capacidade para 720 m³/h de água”, diz, a nota oficial da autarquia.

Por fim, encerra a nota dizendo que Jundiaí, LOUVEIRA, VINHEDO e Campinas estão trabalhando juntas para se equiparar em relação ao tratamento de esgoto e à despoluição do Rio Capivari.

468 ad